terça-feira, 20 de setembro de 2011

A minha Guerra

Nunca o meu andar pareceu tão pesado até chegar ao meu quarto, dois quilometros que pareciam uma maratona, e mesmo quando cheguei, até chegar à minha cama foram mais trinta minutos até aperceber-me de tudo e de nada, a escrever isto tudo vejo que o meu historial ao dizer a palavra "Amo-te" é uma sentença de morte, uma sina, das duas vezes que disse apenas houve mágoas, se eu tinha um muro em torno do meu coração agora mandei-o num foguetão para que mais ninguém chegue a ele, está inalcançável, o sentimento de felicidade vai com ele, hora de vôo? O mais rápido possivel, no espaço é tudo mais leve e assim ainda dá ilusão de que ele é forte e está a bater. Direcção? Mais longe possivel da Lua que amo.
Os meus olhos querem jorrar tudo e mesmo assim não o fazem porque o meu olhar mostra tal como eu incapaz de se desistir, no entanto cada vez mais sinto o que não devo e eles fazem do meu corpo uma cascata, dou por mim num sinal de fraqueza e finalmente digo a palavra desisti, não vou combater mais o que não consigo vencer, vou acomodar-me na minha cama e adormecer, não me acordem, porque é nos meus sonhos que sou feliz, estou com quem amo, juntos, abraçados e acordo abraçado à almofada porque no meu sonho a história acaba assim, a realidade é cruel porque quando desejamos não, quando amamos fazemos tudo pelo que sentimos.
Dou por mim a ouvir música tão alto, no máximo das colunas, quase a partir as janelas, para não ouvir a minha cabeça a gritar, canto até para que se oiça no espaço, onde o som é inexistente, melhor que isto só ter mesmo os Green Day a cantar Boulevard Of Broken Dreams da mesma maneira sentida que eu, "In This Empty Street I'm The Only One That Walk Alone 'Cause Is The Only Ever I Known", já nem sinto o bater do coração, não sei se agradecer ou se chorar a esta Vida que nunca me deu um sinal de troco, continuo em Guerra, fui alistado como voluntário obrigado. A minha querida irmã diz que eu sou um querido e tenho uma personalidade espectacular mas não é suficiente para vencer esta Guerra que me atormenta todos os dias, por isso desisto de remar contra a maré, ou seja desisto de remar contra mim mesmo, e vou  queimar cartas escritas na minha cabeça e afastar-me de tudo...

Sem comentários:

Enviar um comentário